domingo, 27 de maio de 2012

LUÍZ GONZAGA - Forró de Mané Vito. Dedicado ao meu pai (em memória).


Seu delegado, digo a vossa senhoria / Eu sou fio de uma famia
Que não gosta de fuá / Mas tresantontem
No forró de Mané Vito / Tive que fazer bonito
A razão vou lhe explicar 
 Bitola no Ganzá / Preá no reco-reco / Na sanfona de Zé Marreco
Se danaram pra tocar / Praqui, prali, pra lá
Dançava com Rosinha / Quando o Zeca de Sianinha
Me proibiu de dançar / Seu delegado, sem encrenca eu não brigo
Se ninguém bulir comigo / Num sou homem pra brigar
Mas nessa festa Seu dotô, perdi a carma / tive que pegá nas arma
Pois num gosto de apanhar
Pra Zeca se assombrar / Mandei parar o fole / Mas o cabra num é mole
Quis partir pra me pegar / Puxei do meu punhá
Soprei o candieiro / Botei tudo pro terreiro
Fiz o samba se acabar.

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