Flor nos paus-d’arco.
Está perto o Natal.
A natureza, de ouro está
vestida.
O deslumbrante jardim
natural,
o velho cura a
passear convida...
Depois da prece na
sagrada ermida,
um dia sai, num giro
habitual,
e logo exclama, de
alma embevecida:
“Oh sítio lindo, não
existe igual!”
A passarada e as
cigarras em festa.
Mil borboletas, o
rio, a floresta
onde o pau-d’arco
exibe a copa loura.
O cura, simplesmente,
para, enfim...
E diz então a frase
imorredoura:
“Que bom jardim! Sim,
isto é um BOM JARDIM!”
“... Diariamente, ao nascer do sol, o velho cura orava e se extasiava com
a beleza do sítio que sua vista dominava”.
“Era um jardim majestoso que até árvores de ouro ostentava, tal a
impressão que davam as flores amarelas dos paus-d’arco, banhadas pelos raios de
sol...” (In Coleção de Monografias, nº 496, Bom Jardim - PE,
Fundação IBGE, junho/l97l).

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