terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O BATISMO DE BOM JARDIM - Doddo Félix (Cumaru 05/08/1971)

Flor nos paus-d’arco. Está perto o Natal.
A natureza, de ouro está vestida.
O deslumbrante jardim natural,
o velho cura a passear convida...

Depois da prece na sagrada ermida,
um dia sai, num giro habitual,
e logo exclama, de alma embevecida:
“Oh sítio lindo, não existe igual!”

A passarada e as cigarras em festa.
Mil borboletas, o rio, a floresta
onde o pau-d’arco exibe a copa loura.

O cura, simplesmente, para, enfim...
E diz então a frase imorredoura:
“Que bom jardim! Sim, isto é um BOM JARDIM!”
       
 “... Diariamente, ao nascer do sol, o velho cura orava e se extasiava com a beleza do sítio que sua vista dominava”.    
“Era um jardim majestoso que até árvores de ouro ostentava, tal a impressão que davam as flores amarelas dos paus-d’arco, banhadas pelos raios de sol...” (In Coleção de Monografias, nº 496, Bom Jardim - PE, Fundação IBGE, junho/l97l).

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