É o meio de
setembro
E a lua ainda
não é cheia
A noite é
clara, e eu me lembro,
Do desenho que
fiz na areia.
E Seus lábios
sorriam para mim
Enquanto sua
alma me dizia
Que o seu amor
não tinha fim
E tudo isto eu
via
Na luz dos
seus olhos
Na sua fagulha
Que pareciam
abrolhos
Onde você
mergulha
Procurando o
sol
Que vem de
setembro
Anunciando as
luzes
Que nasce em
novembro
Dentro de cada
um, de nós.
Enquanto os
gira sois, giram
Na mesma
sincronia
As águas podem
apagar
O desenho que
fiz de você
E as ondas
podem levar
Cada grão de
areia
Existente em
mim.
Mas, ainda é
setembro.
É quase o fim
de setembro
E a lua agora
é cheia.
De
Zenóbio Araujo - Recife 20/09/2013 - Da Antologia: Bom Jardim dos Poetas.

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